Obskure e Funeratus: Sesc Belenzinho – São Paulo/SP (25/10/2019)

Show Obskure XXX Anos + Funeratus

Sesc Belenzinho – São Paulo/SP

25 de outubro de 2019

Fotos e texto por Juciê Lord

O projeto Música Extrema do Sesc Belenzinho em São Paulo recebeu na sexta-feira, dia 25 de outubro, duas bandas veteranas do death metal brasileiro. O evento celebrou um marco importante para uma delas que, em 2019, completa trinta anos de atividade. O redator correspondente da BRAUNA MUSIC PRESS em São Paulo, Juciê Lord, esteve no local e descreve como foi esta festividade, confira.

Antes de tudo foi uma honra poder testemunhar o derramamento de death metal sobre as várias cabeças que estavam no Sesc Belenzinho. A noite que trouxe como protagonista a cearense Obskure, que carrega em suas costas um histórico de trinta anos dedicados ao metal extremo, formou um cenário propício ao tema da convidada que veio acompanhada de outra gigante do estilo, Funeratus.  

Com uma qualidade sem precedentes, a “horda” Funeratus, anfitriã vinda de Mococa/SP, contagiou a todos os presentes em uma “orgia metal”, orquestrada em parte pelo álbum atual ‘Accept the Death‘ (2018). Perceptível à garra, à vibe e ao sangue fervendo nas veias, a banda exala a fúria estridente de riffs contagiantes sobre um tremor de terra provocado pela batera e graves colossais emitidos pelo baixo, em invocação à fúria dos mortos dilacerados por forças demoníacas de sombras infernais, em seu ritual de profanação sobre o luxuoso altar. O sofrimento dos fracos torna FernandoTrepador” (baixo e vocal), André Nálio (guitarra) e Bruno Pereira (bateria) “demônios” imbatíveis que fincam cada vez mais a bandeira do metal em nossas almas.

Lendária banda de death metal, a Obskure iniciou seus trabalhos em maio de 1989 e, hoje, comemorando três décadas de existência, invade a capital que nunca dorme “Sampa Hell”, que se rende à energia visceral que toma nossos corpos, elevando-se a patamares desconhecidos por muitos. Com excelência, a banda inicia com as partes do tecladista Júnior Torres, músico convidado que gerou um prisma realmente de obscuridade, tornando mais diabólico, tenso e sinistro o cenário diante da sinfonia mórbida provocada pela sutileza, na sensibilidade de quem a produz.

Obskure lança suas chamas queimando memórias de pecados não distantes entre paredes frias, testemunhas de gritos mudos sonorizados apenas pela mente, escutados apenas pela alma de encarcerados em prisões mentais sob ruínas de corações atormentados. O público em delírio responde ao vulcânico e estrondoso chamado do vocalista Germano Monteiro, que conduz com maestria uma verdadeira sinfonia death metal.

Sobre a seção rítmica de Mardonio Malheiros (baterista) e Jolson Ximenes (baixista), este setor rege hordas destilando essência lançada ao ar com fúria e velocidade, provocando impacto ao despertar selvagem de nossos ancestrais, eliminando parasitas que dilaceram corações. As guitarras concluem a sarcástica violência sem céu… sem estrelas e sem inferno. Apenas riffs rápidos e melódicos expelidos por Amaudson Ximenes e Daniel Boyadjian corroendo estruturas. Show de nível internacional que satisfez e fez valer a pena a quem pode presenciar. Que o sucesso na vida do Obskure perdure por longas gerações!

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