Crashkill – Consumed by Biomechanichs

Lyric video de ‘Artificial Intelligence’

Por Marcos Garcia (Metal Mind Reflections)

Introdução:
Certa visão preconceituosa com o Nordeste do Brasil ainda parece insistir no inconsciente coletivo do povo do Brasil, e muitas vezes, citações nada honrosas são ouvidas, inclusive no Metal. E isso é uma pena, pois além de legiões de fãs insanos, o NE do Brasil é rico em Metal, e fértil em termos de bandas de alto nível. A história não mente, e aniquila preconceitos. 
Nisso, o trabalho do quinteto Thrasher Crashkill, de Forteleza (CE) merece menções honrosas, pois “Consumed by Biomechanics” é um disco para arrancar os ouvidos de todos pela sua energia.

Análise geral:
Como é de costume, é preciso dizer que o quinteto tem sua música baseada na cena norte-americana de Thrash Metal, em especial aquela da Costa Leste, onde a agressividade chega a ser rascante, embora com uma estruturação harmônica muito sólida. Óbvio que nomes como OVERKILL e NUCLEAR ASSAULT são evidente, mas se percebe que algo de TESTAMENT pulsa em suas linhas melódicas.
Ótima energia, bom nível técnico, uma empolgação que é difícil de resistir, e canções que, se não primam exatamente pela originalidade, são honestas, bem arranjadas e tem um jeitão próprio de ser. E sim, o disco é muito bom.

Qualidade Sonora:
A produção de “Consumed by Biomechanics” evidencia que a banda fez tudo da maneira mais simples e espontânea possível, quase que em uma “vibe plug ‘n’ play”, ou seja, plugaram os instrumentos e microfones, e desceram o sarrafo.
Óbvio que poderia ser mais bem cuidada em vários aspectos, pois soa mais crua que necessário, mas se não é perfeita (alguns timbres poderiam ser melhores, a bateria poderia estar mais bem regulada em termos de volume de suas peças). Está boa, mas poderia ser muito melhor. Roger Maciel (que mixou e masterizou o disco) ainda tem muito a evoluir, mas está no caminho certo.

Arte gráfica/capa:
Em termos de apresentação, tudo está muito bem. A escolha de palhetas mais simples (apenas alguns esboços de verde em cima do tradicional preto, branco e cinzento, exceto pelo espelho, onde há outras cores) ficou ótima, bem como a arte do encarte e tudo mais.

Destaques musicais: 
Musicalmente, o CRASHKILL desencadeia uma pancadaria das boas, capaz de fazer até uma múmia paralítica entrar no moshpit, tamanha a energia de suas canções. 
Mas a fúria veloz e insana de “Chaos Was Created” (que tem excelentes guitarras e um jeitão CBGB envolvente, impulsionada por uma muralha de riffs insana), o peso mais cadenciado e bruto de “Artificial Intelligence” (embora os bumbos duplos velozes apareçam vez por outra, e a bateria como um todo está excelente em termos técnicos, o que força o baixo a mostrar sua técnica), a insanidade que incita o moshpit de “Consumed by Biomechanics” (vocais com ótimas mudanças de timbres e backing vocals bem sacados), a insanidade veloz e cheia de energia da feroz “This is Crashkill”, e o jeito um pouco mais Old School Thrash Metal de “Year of Darkness” (embora esses bumbos duplos velozes sejam algo mais moderno) sejam capazes de derreter os neurônios alheios e causar dores de pescoço épicas. E sem falar na versão remasterizada de “Killing Peace” seja ótima.

Conclusão:
Ora, ora… Um pouco mais de tempero em termos de produção e o CRASHKILL será impossível de segurar, tem tudo para ser um dos nomes fortes do gênero no Brasil. Por agora, “Cosumed by Biomechanics” é um disco para ouvir e bater cabeça sem dó!

O álbum ‘Consumed by Biomechanics’ (independente) foi lançado em maio de 2020

Track list:

1. Disconnect: Humanity (intro)

2. Chaos Was Created

3. Artificial Intelligence

4. Digital Conflict

5. Consumed by Biomechanics

6. This is Crashkill

7. Year of Darkness

8. Modern Genocide

9. Killing Peace (Remastered)

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